domingo, 3 de março de 2013

Roma 7 - Urbanismo



O urbanismo*

*disciplina relacionada com o estudo, regulação, controle e planeamento da cidade

O planeamento urbano foi uma preocupação do pensamento arquitectónico romano.
A principal preocupação urbanística prendia-se com o traçado das vias principais que atravessavam as cidades, de preferência em linha recta, e no arranjo dos fóruns, centros políticos, religiosos e económicos das urbes* .

*Urbe - s.f. O mesmo que cidade.
  
Na Roma Antiga, o fórum destinava-se às atividades oficiais, mas era também zona de comércio, com lojas e tabernas, servindo igualmente para o cumprimento de certos ritos religiosos, composto por vários templos e santuários que rodeavam a praça.

Pórticos e Basílicas constituíam espaços privilegiados para se tratar de negócios e saber as últimas novidades. Durante o Império, a praça foi sendo ornamentada com arcos do triunfo e colunas comemorando acontecimentos notáveis. A partir do século I a.C., Roma foi engrandecida com outros fóruns, a começar pelos de César e de Augusto. Mais tarde, outros imperadores quiseram também construir novos fóruns, com templos dedicados aos seus protectores divinos, estátuas equestres e bibliotecas.

Menos monumentais mas de maior rigor na concepção urbanística foram os planos de construção das novas cidades que os romanos foram fundando em diferentes paragens do seu vastíssimo império.

O traçado das cidades derivou da organização usual dos acampamentos militares.
Caracterizaram-se pelo traçado em retícula das ruas e dos quarteirões, atravessados por duas vias principais, o cardo e o decumano, que se cruzavam em ângulo recto e estavam orientadas de acordo com os pontos cardeais (cardo norte-sul e decumano este-oeste).

No cruzamento destas duas vias principais situava-se o fórum e nas suas extremidades as portas principais da cidade. As termas e os anfiteatros ficavam, geralmente, junto à periferia para um mais fácil abastecimento de água.

Algumas cidades actuais ainda mantêm vestígios deste tipo de planta urbana que viria a ser recuperada muitos séculos mais tarde (a baixa Pombalina na cidade de Lisboa é um exemplo).
Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, é outro exemplo.
Outras cidades, descobertas pela arqueologia, comprovam-no com evidência como é o caso de Timgad na Argélia

Significado de Ócio
s.m. O não fazer nada.
Tempo de que se pode dispor; descanso, repouso; vagar.
Preguiça, vadiagem.
Ociosidade. 


Roma 6 - Arquitectura (4) As insulae


A concentração populacional urbana levou ao surgimento das insulae, prédios urbanos destinados a albergar as famílias mais pobres.
A insula era aquilo a que chamamos hoje um prédio onde vivem várias famílias. A plebe romana vivia nas insulae.
Eram baratas, de madeira e tijolos, e caíam e incendiavam-se com facilidade. Houve leis para regular a sua altura.
Tinham lojas no rés-do-chão e quanto mais baixo o andar, mais caro era.

No ano de 64 d.C., no Grande Incêndio de Roma, arderam muitas insulae devido à sua fraca construção. Passaram então, por lei, a ser construídas em cimento para evitar a propagação do fogo.
Estas tinham, em média, 3 a 4 andares mas algumas chegaram a atingir os 8 pisos.
O rés-do-chão era geralmente ocupado por lojas abertas para a rua.
Nos andares superiores uma multiplicidade de pequenos apartamentos (os cenacula) destinavam-se a albergar outras tantas famílias. 

Roma 5 - Arqutectura (3) A domus



A arquitectura privada (habitações) dos romanos divide-se em duas tipologias principais: 
a domus e a insula.
A domus era a residência urbana das famílias abastadas na Roma Antiga.
A planta da domus apresentou algumas variações ao longo dos tempos mas manteve algumas caraterísticas básicas.
A distribuição dos espaços era racional e obedecia a uma lógica que se preocupava com a funcionalidade arquitectónica e com o conforto dos habitantes.
Geralmente a domus tinha apenas um piso (eventualmente dois) e encontrava-se virada sobre si própria pois, normalmente, não tinha aberturas para o exterior além da porta principal.
Os compartimentos organizavam-se em torno de um ou dois pátios interiores (o atrium e o peristilo) pelos quais se fazia a ventilação e a iluminação da casa bem como a circulação das pessoas.
A decoração interior baseava-se em pavimentos de mármore, mosaicos  e paredes de estuque pintadas.
As famílias mais abastadas possuíam variantes das domus situadas fora das cidades, em ambientes rurais:
as villae.

Uma villa corresponde aproximadamente àquilo que actualmente designamos como uma quinta.
O espaço envolvente à villa suportava o sistema de produção agro-pecuário, englobando as seguintes áreas:
O hortus, o jardim, a horta e o pomar;
O ager, campos de culturas;
O saltus, pastagem arborizada, com fins pecuários;
A silva, a área ocupada por floresta.
Na Roma antiga, as villae (singular: villa) eram originalmente as moradias rurais cujas edificações formavam o centro de uma propriedade agrícola. Portanto, era uma propriedade ou residência de campo de um patrício, ou de um plebeu de grandes posses, ou de uma família campestre romana, onde normalmente se centravam as explorações agrárias de maior vulto, embora haja casos de algumas dessas propriedades que não tinham exploração agrícola associada. 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Roma 4- Arquitectura (2) Obras públicas


Solidez
Utilidade
Beleza

As construções públicas foram o tipo de arquitectura  em que os romanos
melhor expressaram  o seu engenho técnico e originalidade estrutural.
Era usual que os poderosos, nomeadamente os imperadores, deixassem o seu
nome associado a grandes melhoramentos públicos úteis
 para o povo e para a qualidade de vida nas cidades.
Eram construções cada vez mais grandiosas destinadas à vida pública ou ao lazer e ao divertimento.
Basílicas, anfiteatros, teatros e termas são os exemplos que iremos analisar.
As Basílicas eram edifícios multifuncionais.
Tanto serviam para albergar tribunais e cúrias como podiam funcionar enquanto termas, mercados ou até como palácios imperiais.
Eram edifícios que se caracterizavam por grandes espaços interiores cobertos
destinados a albergar grandes grupos de pessoas.
Estas construções serviram mais tarde de base à concepção das igrejas cristãs.
Os anfiteatros foram as construções mais populares da arquitectura de lazer.
Eram de planta circular ou elíptica, sem cobertura, e erguiam-se à altura de 3 ou 4 andares.
O mais célebre foi o Anfiteatro Flávio, em Roma, mais conhecido pela designação de Coliseu devido às suas proporções colossais.
Os teatros eram inspirados nos dos gregos mas erguiam-se nas cidades.
As termas foram importantes locais de encontro e convívio social.
Continham piscinas de água quente e fria, ginásios, salas de reunião, bibliotecas, lojas, etc.
Praticamente todas as cidades romanas do Império possuíam edifícios termais. 

Roma 3 - Arquitectura (1)


A arquitectura é a arte que melhor expressa o génio romano,
materializando as ideias de
utilidade e grandeza, solidez, poder e força.
Pragmática e funcional, preocupou-se essencialmente com a resolução dos
aspectos  práticos e funcionais da arte de construir.
Os romanos desenvolveram 3 aspectos essenciais:
Grande variedade e plasticidade dos materiais utilizados;
Criação de novos sistemas construtivos;
Desenvolvimento das técnicas e dos instrumentos de engenharia.
Variedade e plasticidade dos materiais utilizados
Usaram os materiais tradicionais: pedra, mármore, tijolo e madeira
mas também criaram materiais inovadores, mais económicos e fáceis de trabalhar
diferentes tipos de opus*
*termo usado pelos romanos para designar o material ou o tipo de organização dada ao material empregue numa construção
A base desta técnica construtiva era o opus caementicium, espécie
de argamassa de cal e areia a que se adicionavam pequenos pedaços de calcário, pozolana, cascalho e restos de materiais cerâmicos.
Criavam assim uma pasta moldável enquanto húmida, semelhante ao cimento
ou ao betão que utilizamos hoje em dia, que, depois de seca,
ganhava a consistência, a dureza e a solidez da pedra.
A utilização deste material (que remonta ao século IV a.C.) tornou
mais fácil, rápido e económico construir todo o tipo de estruturas.
Permitiu ainda desenvolver estruturas complicadas e até aí impossíveis
de conceber como coberturas em abóbada ou em cúpula
bem como paredes arredondadas e em ábside.
Criação de novos sistemas construtivos
Estes tomaram por base o arco de volta inteira.
Desenvolvimento das técnicas e dos instrumentos de engenharia
Os romanos assumiram a engenharia como suporte principal da arquitectura.
Desenvolveram a técnica de terraplanagem, processos de embasamento e de suporte,
Inventaram cofragens e cimbres. Utilizaram grampos de metal para fortalecimento das juntas entre blocos.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Roma 2


Octávio César Augusto

Entre meados do século I a.C. e meados do século I d.C. foi a época de ouro  da civilização romana. Este período coincidiu em grande parte com o governo de Octávio César Augusto, o primeiro imperador. 
 
Octávio acumulou poderes:

-o comando dos exércitos renovado pelo senado de 10 em 10 anos

-o direito de mandar reunir o senado e de vetar todas as suas decisões

-mais tarde conseguiu o direito de nomear os senadores

-controlou também o poder religioso
 
Todos estes poderes conferiram-lhe uma autoridade pessoal,

absoluta e de carácter quase divino dando início ao Culto do Imperador,

factor de propaganda e coesão política em todo o Império Romano.
 

Conseguiu ainda o direito de nomear ou designar o sucessor

(um filho ou, na falta deste, um sobrinho, um irmão, um protegido por adopção…)

Dando origem a que o poder imperial se tornasse dinástico.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Roma 1



Quando pensamos na Roma da Antiguidade Clássica vem-nos de imediato à memória:



 -A vastidão do seu Império;
- O poder autocrático, centralizado e divino dos seus imperadores;
- A modernidade do seu sistema jurídico (Direito Romano);
- A meticulosa e disciplinada organização das suas legiões; 
- O ecletismo da sua cultura, de matriz helenística, síntese original de múltiplas influências; 
- O mundanismo das suas elites sociais em contraste com o esclavagismo e as duras condições de vida da plebe; 
- A superioridade da sua civilização material

que ligou todos os pontos do Império com estradas,construiu pontes, desbravou florestas, arroteou campos, fundou cidades, desenvolveu indústrias, num esforço gigantesco a que hoje damos o nome de ROMANIZAÇÃO.

 
 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Desenho A - Proposta de trabalho nº5


Materiais actuantes:
Grafite
Lápis de cor
Pastel de óleo
Tinta-da-china
Podes utilizar todos os materiais sobre o mesmo suporte
(deves utilizar, no mínimo,  2 dos 4 materiais à tua disposição)
  
 
Suportes:
Podes optar por qualquer tipo de suporte bidimensional.
Seja qual for a tua opção a dimensão mínima
do suporte deverá ser A3.
Não há limite para a dimensão máxima
embora seja aconselhável que não exageres.

 
Este é o primeiro trabalho sem um referente visual como ponto de partida.
Desta vez ser-te-á fornecido um tema.


O tema para este trabalho é:
ser humano
sentimento e sensação

 
Em termos conceptuais deves reflectir sobre
o que implica
ser-se humano

 
…o que caracteriza a humanidade,
o que faz de nós
 seres humanos.

 
Deves reflectir sobre sentimentos e
sensações,
procurando formas de os materializar num objecto plástico bidimensional criando
 imagens simbólicas.

Irás eleger um par constituído por um sentimento e
uma sensação.
 
Por exemplo:
amor e fome,
ódio e prazer,
abandono e peso,
revolta e isolamento….

Vais agora criar uma imagem que simbolize o par que elegeste como tema central do teu trabalho.
 
Em termos formais podes optar por diferentes tipos de abordagem ao tema proposto.

Resumindo:
este trabalho implica opções em duas dimensões distintas:
a dimensão técnica
(opção de materiais actuantes e de suporte)
a dimensão conceptual
(opção de discurso, de conteúdo)
algo que não aconteceu nos trabalhos anteriores, nos quais te limitaste a exercitar as tuas capacidades mecânicas experimentando as características dos materiais actuantes.
 
Algures, no cruzamento destas duas dimensões, situa-se aquilo que designamos por criatividade.
 
Seja qual for a tua opção  de abordagem ao tema deves apresentar uma descrição do teu projecto.
Nessa descrição irás explicar as tuas opções conceptuais e justificar as tuas opções formais.
O teu trabalho deverá ter um título.

 
O que pretendes dizer?
Como pretendes fazê-lo?
Deves apresentar a
descrição do teu projecto na próxima aula para que possamos reflectir, caso seja necessário, sobre as possibilidades de
tradução das tuas ideias em termos visuais.

Avaliação:
 Domínio dos materiais
(expressividade, variedade e qualidade de soluções técnicas)
 Composição 
cromática (claro/escuro/mancha)
 espacial (implantação das formas no espaço)
Ambiente conceptual
(adequação da imagem ao conceito, da forma ao conteúdo)