domingo, 4 de novembro de 2012

O templo (a cultura da Ágora 5)



O artista grego cria uma arte em que predominam
o ritmo, o equilíbrio e a harmonia.
A arquitetura grega obedece a estes princípios básicos.
O templo é o símbolo máximo da arquitetura grega
onde são aplicados, com simplicidade e clareza, os princípios atrás enumerados. 


Em alçado era formado por uma base ou envasamento (plataforma que servia para nivelamento do terreno), por colunas (sistema de elevação e suporte do teto), pelo entablamento (elemento superior e de remate, constituído pela arquitrave, pelo friso e pela cornija, encimada pelo frontão triangular).

O teto de duas águas era coberto por telhas em barro.

A beleza carateriza-se por
harmonia, equilíbrio e graça que os artistas procuram representar respeitando os sentidos de simetria e proporção.

Ordens Arquitetónicas Gregas

O conceito de ordem está ligado a um sistema de proporções que harmonizava as partes do edifício em relação ao todo.
Era aplicado ao traçado da coluna e à relação entre a sua espessura e a sua altura totais.
Determinava ainda as proporções das partes que constituíam a coluna: base, fuste e capitel


O templo era a morada e abrigo do Deus, local onde se colocava a sua imagem, à qual os fiéis não tinham acesso, pois os rituais eram realizados ao ar livre, ao redor do templo (os fiéis apenas subiam ao templo para entregarem oferendas e realizarem sacrifícios).

Isso explica a maior preocupação com a decoração exterior do que com a interior. 

domingo, 28 de outubro de 2012

O Belo (A Cultura da Ágora-4)



 Vénus de Milo


O que carateriza algo que é belo?

O belo clássico define-se na arte grega com base num ideal de perfeição.

ideal
Que só existe na ideia; imaginário: formas ideais.
Em que há toda a perfeição que se pode conceber: mulher ideal.
Reunião abstracta de perfeições imaginárias ou que não podem ter realização completa.
(Lat. idealis)

“As principais formas de beleza são
a ordem, a simetria e a definição clara”
Aristóteles

Simetria s.f. Correspondência de posição, de forma, de medida em relação a um eixo entre os elementos de um conjunto ou entre dois ou mais conjuntos (…) Harmonia resultante de certas combinações e proporções regulares. (…)

A beleza carateriza-se por
harmonia, equilíbrio e graça que os artistas procuram representar respeitando os sentidos de simetria e proporção.

proporção

1. relação entre duas quantidades: a proporção entre as receitas e as despesas
2. equilíbrio entre elementos diversos: proporções harmoniosas

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Arte Grega - notas soltas (cultura da Ágora 3)



A arte grega clássica foi uma arte racional
e manifestou-se sob as mais variadas formas.
Da literatura à música,
da arquitetura à escultura,
da cerâmica à pintura,
legou-nos o teatro sob a forma de tragédia e de comédia.

Foi uma arte ao serviço da vida pública, expressão da comunidade e do homem/cidadão.

A grande inovação da arte grega é a introdução da observação do artista.
A arte deixa de ser um ato mecânico de reprodução de obras anteriores e passa
a ser encarada como ato criativo.

A criação artística resulta da observação.
O artista faz experiências e está sujeito a errar.
O erro permite aprender e melhorar o trabalho.
O artista exercita a sua criatividade.

A grande revolução da arte grega ocorreu na mesma época em que a ciência
(tal como hoje a entendemos) e a filosofia surgem pela primeira vez entre os homens
Nesta época também surgiu e se desenvolveu o teatro.
Foi no período em que a democracia ateniense atingiu o seu nível mais elevado
que a arte chegou ao apogeu.

O desenvolvimento do espírito humano e o exercício da inteligência necessitam
de um ambiente de liberdade de pensamento para poderem evoluir.

Sócrates exortava os artistas a representar a “atividade da alma”.
Para isso deviam observar o modo como “os sentimentos afetam o corpo em ação”.

O homem é a medida de todas as coisas.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Mitologia e Racionalismo (cultura da Ágora 2)






Mitologia grega - é o conjunto de narrativas relacionadas com os mitos dos gregos antigos .

Um mito é uma narrativa simbólica e alegórica da vida dos deuses ou dos grandes enigmas da Natureza, considerados como revelações mágicas e obra de forças sobrenaturais.
O mito procura explicar a realidade, os fenómenos naturais, as origens do Mundo e do homem por meio de narrativas protagonizadas por deuses, semideuses e heróis.

 
Os gregos adoravam vários deuses (politeísmo);
Os deuses gregos são descritos como semelhantes aos seres humanos na forma (antropomorfismo) e nos sentimentos, paixões, defeitos e vícios;
São sempre jovens e belos (mais perfeitos do que qualquer ser humano) e são imortais;
Viviam em família, a maioria no Monte Olimpo, cerca de 30 mil deuses que intervinham na vida dos seres humanos e influenciavam as suas ações.
 
Havia também semideuses, filhos de mãe humana e pai divino (ou vice-versa) dos quais o mais famoso é Hércules, filho de Zeus e Alcmena. E homens que praticavam ações sobre-humanas que assim se tornavam heróis e, como tal, se tornavam imortais.

 
No século VI a.C., em certas colónias gregas, devido ao bem-estar económico e à vivência do ócio (considerado indispensável ao crescimento de um espírito reflexivo e crítico) surgiram alguns pensadores que procuraram explicações coerentes e racionais para as coisas do mundo.
Assim surgiu a Filosofia (amor pela sabedoria).
 Platão e Aristóteles consideram a razão como supremo bem do Homem, valorizam-no como ser racional e humanista convivendo com o pensamento mítico.
 (ver também Sócrates)
 
O racionalismo grego refletiu-se na arte, na política, na educação dos jovens e na própria religião.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A Cultura da Ágora (1)


Ágora era a praça principal na constituição da pólis, a cidade grega da Antiguidade clássica.

 
No século V a.C. Atenas representa o ponto mais alto de um tempo histórico e artístico da Grécia, a primeira civilização da Antiguidade Clássica  (Período da História que engloba a origem e o desenvolvimento das civilizações grega e romana. Vai desde o 1º milénio a.C. a 476 d.C. (aproximadamente 1500 anos), quando se dá a queda do Império Romano do Ocidente.) da qual somos herdeiros.

 
Após as Guerras Persas a Grécia viveu um tempo de paz.
Atenas (Principal cidade-estado da Grécia Clássica e capital da Grécia contemporânea) tornou-se o centro da Liga de Delos (Coligação militar organizada por Atenas que tinha como principal objetivo a defesa das cidades gregas contra os ataques persas) e caracterizou-se pelo seu peculiar modo de governação: a Democracia (é o nome dado a uma forma de governo adotada na antiga cidade de Atenas, considerada a matriz da democracia moderna.

Embora a democracia possa ser definida como "o governo do povo, pelo povo e para o povo", é importante lembrar que o significado de "governo" e "povo" na Atenas Antiga difere daquele das democracias contemporâneas. 

Enquanto a democracia contemporânea em geral considera o governo um corpo formado por representantes eleitos, e o "povo" (geralmente) como um conjunto de habitantes de uma nação, os atenienses consideravam o "governo" como sendo a assembleia (ekklesia) que tomava decisões diretamente (sem o intermédio de representantes) e o "povo" (geralmente) como os homens atenienses alfabetizados maiores de idade, os cidadãos.

As mulheres, os metecos (eram os estrangeiros residentes nas pólis gregas) e os escravos não faziam parte da ekklesia.).

 
"Em virtude do facto de o Estado ser administrado no interesse das massas e não duma minoria, o nosso regime [político] tomou o nome de Democracia.
(…) a todos, pelas leis, é garantida a igualdade (isonomia)
(…) cada um obtém a consideração [dos outros cidadãos] em virtude do seu mérito pessoal
(…) ninguém é prejudicado pela pobreza
(…) a liberdade é a nossa regra no governo da república
(…) sabemos conciliar o gosto do belo com a simplicidade, o gosto dos estudos com a energia
(…) somos os únicos a considerar o homem que não participa na vida pública como um inútil e não como um ocioso (...)"
Péricles, citado por Tucídides


Aula de 4 de outubro de 2012


A Democracia permitiu o desenvolvimento do pensamento e estimulou a criatividade.
Surgiram muitos artistas talentosos, filósofos e intelectuais.
Em Atenas os cidadãos têm a possibilidade de aprender, de pensar e de viver de um modo atuante e crítico num espaço de liberdade , confiança e prosperidade.

 





 

Cultura e Arte


Cultura
“(…) inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes
e todos os outros hábitos e capacidades
adquiridos pelo homem como membro da sociedade.”
ARTE
Arte (do latim ars, significando técnica e/ou habilidade) geralmente é entendida como a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética ou comunicativa.
 
Para que serve a Arte?
A Arte tem alguma utilidade?
 
Ao longo dos séculos e das diferentes culturas o conceito e a função da arte têm mudado, adquirindo componentes mágicos, estéticos, lúdicos, religiosos, morais, experimentais, pedagógicos, mercantis, psicológicos,
políticos e ornamentais, entre outros.


 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Desenho de figura humana (trabalho da aula)



Sequência dos desenhos a executar.
Na 1ª folha, além do esquema do cânone e da figura a caminhar, deves ainda representar uma outra personagem a caminhar mais depressa no sentido contrário.
Na 2ª folha deves reproduzir os esquemas apresentados sabendo que a figura da esquerda (em pé) está a beber algo e a da direita (sentada) está a pescar.
Seguidamente deves representar emoções utilizando o esquema anterior. Uma figura deve exprimir euforia e a outra deve exprimir prostração ou tristeza.
Na 4ª folha deves caracterizar as personagens e imaginar uma situação em que elas interajam.
Os dois últimos desenhos (a Vénus e o Discóbulo) obedecem às indicações fornecidas na aula.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sir John Tenniel e outros assuntos

 ilustração de Sir John Tenniel para The Raven de Edgar Alan Poe



Procurando imagens que pudessem fornecer-me apoio visual numa intervenção sobre o filme Alice no País das Maravilhas de Tim Burton fui, inevitavelmente, parar a diversos lugares na WEB onde encontrei Sir John Tenniel, cujas ilustrações, normalmente, associamos à obra de Lewis Carrol.

Clicando aqui encontras mais trabalhos de Tenniel numa página que faz parte de um sítio com bastante interesse, especialmente para quem estuda história da arte. Trata-se de The Victorian Web, um site dedicado a este período da história da Grã-Bretanha onde poderão encontrar informação sobre a arquitectura do ferro, a Irmandade Pré-Rafaelita e muitos outros temas de inegável interesse.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Lucian Freud

(em cima) Lucian Freud pintando no seu estúdio em 2005 
(em baixo) Reflexão (auto retrato), óleo sobre tela de 1985


A propósito da representação do corpo humano na pintura contemporânea aqui fica um link para O Século Prodigioso que nos leva até um conjunto de imagens da autoria do pintor Lucian Freud, considerado um dos maiores mestres do século XX, início do século XXI.
Freud faleceu no dia 20 de Julho do ano passado, com a idade de 88 anos. A sua obra constitui um legado inestimável de técnica e energia pictórica. As suas pinturas são objectos brutais, de uma aterradora beleza. A observar e admirar por todos aqueles que pretendem desenvolver as suas capacidades de representação do corpo humano através de técnicas pictóricas.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Mapa Mental (Mind Map)

A propósito da sugestão de trabalho colocada pela Professora Susana Vicente na última aula de Desenho A do 11º D, aqui fica o link para a Wikipédia que dá entrada sobre a página referente aos Mind Maps ou, muito "portuguesmente", Mapas Mentais.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Românticos Desesperados

Estreia hoje, dia 16 de Janeiro, na RTP 2, uma nova série que terá, eventualmente, algum interesse para quem estuda ou se interessa por História da Arte. Trata-se de Românticos Desesperados (ver sinopse), uma série que romanceia os feitos da Irmandade Pré-Rafaelita na Inglaterra do século XIX. Acima fica um excerto da série, inspirado na criação de uma das mais famosas obras pré-rafaelitas, a Ofélia de John Everett Millais.