terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Notas para compreender o Impressionismo

A Varanda, Édouard Manet, 1868
óleo sobre tela 170X124cm
«O tempo que, tal com a sociedade, se julgava ser imutável, parece acelerar com a Revolução Industrial e as transformações e progressos que ela propicia. O presente, até então sob o peso de todo o passado, vira-se para o futuro. (...) O tempo da modernidade é o presente, distinto do passado e do futuro e simultaneamente portador dos dois. Esta nova concepção do tempo leva o homem a atribuir um valor específico à época em que vive.
Para o artista trata-se de produzir obras que correspondam à sua época e, jamais, à arte de épocas anteriores, tal como era ensinada na Escola de Belas-Artes, base do academismo.»


in 1848-1905, A Arte no Século XIX de Nicole Tuffelli, Edições 70, páginas 8-9

2 comentários:

A Flor do Sul disse...

É verdade. Não existe arte, nem qualquer criação, obra, acto, ou ação que seja, que não exista em função de representar uma ruptura com o passado, muito embora contenha algo do passado, o que é inevitável.

Luis Bento disse...

Entrei aqui porque li um comentário seu no Varal de Ideias com muita piada... fiquei encantado... três espaços de difícl escolha para seguir. Maior denominador comum a todos eles é o primor estético. Entre a crítica e o humor, sobra tempo para nos dar umas pinceladas sobre arte... Obviamente sigo-o !